Agora eu era um amigo imaginário

Eu costumava ser um purista das versões originais. E, bem vistas as coisas, ainda sou: é maravilhoso ouvir grandes actores americanos em rédea solta – porque o que se passa lá Ã© que as falas são gravadas primeiro e só depois, moldada a elas, é que se faz a animação. Quando fui desafiado para participar na primeira […]

A meia-idade é uma comédia

Apesar do “star power”, esta é daquelas comédias que facilmente passa sem que se dê por ela. E será pena, porque o novo filme de Noah Baumbach (realizador de A Lula e a Baleia, Greenberg, Frances Ha e co-argumentista de Wes Anderson em Grand Budapest Hotel) é um dos seus mais imediatos e acessíveis sem prescindir, […]

Star Wars: O Despertar da Força – Análise Embevecida e Não Totalmente Imparcial e Isenta, Mas Que Se Lixe.

Nota: Este texto está livre de spoilers daqueles mais puxados. Não garanto que não saia uma ou coisa outra sem gravidade – nomeadamente sobre características genéricas do vilão mantido até agora em maior segredo, o Supremo Líder Snoke, ou sobre a complexidade psicológica de Kylo Ren. Mas, como digo, não há nenhuma revelação bombástica (apesar de acontecerem coisas […]

Estive quase para chamar a este artigo OLHA O ROBOT mas achei que era demasiado óbvio

Quem frequenta esta catacumba sabe que eu tenho apreço por engenhocas. Não percebo como funcionam, e adoro que isso seja assim, porque posso manter viva a reserva de esperança de que magia / feitiçaria estejam envolvidas, de alguma forma, no processo. Estou seriamente entusiasmado com as potencialidades da Realidade Virtual (embora tenha de admitir que […]

Os Coen, porque sim

Adoro os Coen. Não há um filme em toda a sua obra do qual eu não retire valente gozo, sejam as obras-primas incontestadas como Sangue Por Sangue ou Este País Não é Para Velhos, ou os desvarios cómicos como Irmão, Onde Estás? ou mesmo o largamente odiado remake da comédia The Ladykillers (sim, eu gosto do The Ladykillers dos Coen, e depois?). Salve, César! Ã© desta última estirpe. […]

O flagelo das séries

Eu gostaria que, de facto, os grandes criadores de televisão parassem, por um momento, de fazer séries. A sério, temos que cheguem. Temos que cheguem para uns três anos de bom binging. Deslarguem-nos. Começa a ser francamente desagradável soterrar o público em qualidade. Começo a gostar da falta de ambições das televisões portuguesas a esse nível: se […]